Londres, 27 de setembro (EFE) - O nascimento do primeiro bebê do mundo por meio de una técnica de reprodução assistida que usa o DNA de três pais diferentes tornou-se realidade, conforme revelou na última terça-feira a revista científica britânica New Scientist.
(La Nación)
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A publicação conta que Abrahim Hassan, um bebê de cinco meses, nasceu fruto de um método controverso que inclui o DNA do pai, da mãe, e de uma doadora ou “segunda mãe”.
Esta técnica, que permite que progenitores com mutações genéticas concebam crianças saudáveis, foi aprovada no Reino Unido em 2015.
Os especialistas em embriologia explicam que o nascimento de Abrahim Hassan, cujos pais jordanianos foram tratados no México por uma equipe médica dos Estados Unidos, deve impulsionar o progresso destas técnicas em todo o mundo.
Neste caso a mãe do bebê, Ibtisam Shaban, possui genes da chamada síndrome de Leigh, um transtorno mortal que afeta o sistema nervoso em desenvolvimento. Os genes desta doença se encontram no DNA mitocondrial, que proporciona a energia às células e transporta 37 genes que se transmitem de mães a filhos.
A técnica
De acordo com o artigo da New Scientist, cerca de um quarto do DNA mitocondrial de Shaban possui a mutação que causa a doença descrita. Embora a mãe de Ibrahim seja uma pessoa saudável, a síndrome provocou a morte de seus dois primeiros bebês. Por isso, juntamente com seu marido, Mahmoud Hassan, ela solicitou a ajuda do especialista em fertilidade John Zhang e de sua equipe, no Centro de Fertilização New Hope em Nova Iorque, Estados Unidos.
(The Huffington Post)
Em teoria existem várias maneiras de realizar esta técnica que combina o DNA de três pais, mas o método aprovado no Reino Unido, chamado transferência pronuclear, implica a fertilização do óvulo da mãe, do óvulo de uma doadora, e do esperma do pai.
Por esta técnica, antes que os óvulos fertilizados comecem a se dividir em embriões, os núcleos são retirados e, a seguir, o da doadora é descartado para ser substituído pelo da mãe.
Questão religiosa
Esta técnica não foi considerada apropriada no caso de Shaban e Hassan, ambos muçulmanos, pois por motivos religiosos se opunham à destruição dos embriões.
Por isso, Zhang adotou um foco diferente em seu tratamento, através do qual retirou o núcleo de um dos óvulos de Shaban e o inseriu no óvulo da doadora, cujo núcleo já havia sido removido.
O óvulo resultante com DNA nuclear de Shaban e DNA mitocondrial da doadora foi então fertilizado com o esperma do pai. Desta maneira foram criados cinco embriões, dos quais apenas um se desenvolveu normalmente, permitindo o nascimento de Ibrahim.
De acordo com a revista, a equipe médica falará sobre as descobertas no mês que vem em um congresso científico sobre medicina reprodutiva em Salt Lake, Estados Unidos, país onde estes métodos ainda não foram aprovados legalmente.
ED NOTÍCIAS BLOG\FONTE;YAHOO


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