
O domínio mundial pelos robôs pode não ser tão alarmante como pensávamos. Ele não vai vir na forma de explosões, mas sim na forma de empregos. Essa afirmação é realmente surpreendente.
Estamos diante do clássico cenário no qual o aprendiz supera o mestre. Em nossa ânsia por fabricar robôs cada vez mais sofisticados e capazes de realizar tarefas admiráveis, não percebemos que nós, seres humanos, talvez tenhamos ficado para trás. ”A tecnologia parece estar contribuindo para um esvaziamento no mercado de trabalho, de maneira muito mais rápida, ampla e profunda do que no passado”, disse Andy Haldane, economista chefe do Banco da Inglaterra. Visto que as máquinas de hoje não só podem executar tarefas básicas, como também são capazes de ter pensamentos criativos, os seres humanos podem estar em grande desvantagem ao competir com elas.
“Essas máquinas são diferentes,” disse Haldane à CNN. “Ao contrário do que acontecia no passado, atualmente elas têm o potencial de substituir não só as mãos, mas também os cérebros humanos.” Os associados sobre o impacto de robôs
Então fica a pergunta: Quais são os trabalhos que correm o maior risco de serem substituídos por robôs? Segundo um estudo da Universidade de Oxford publicado no ano passado, os trabalhos realizados por funcionários que atuam nas áreas administrativas e de produção — isto é, recepcionistas, assistentes, vendedores, motoristas, guardas de segurança, cozinheiros fast-food, garçons e consultores financeiros — têm pelo menos 50 % de chances de serem automatizados. Durante a Milken Global Conference, realizada este ano em Los Angeles, Amy Webb, um grande nome da mídia digital e fundador da Webbmedia Group, deu a entender que os marqueteiros (um termo amplo), jornalistas e advogados também poderiam integrar essas previsões.
“Tendo em vista que grande parte das tarefas no setor de jornalismo já é feita por meio de computadores, dizer que estou completamente despreocupado seria inconsequência”.
Apesar disso, Haldane afirma que os seres humanos não devem ficar alarmados. O fato de que os robôs substituam os trabalhos de hoje, não significa que não possamos criar novos trabalhos para o amanhã. ”Os seres humanos adaptarão suas competências às funções em que continuam a ter vantagem competitiva sobre as máquinas”, observou ele. “Para ser justo, à medida que as máquinas se tornarem cada vez mais inteligentes, maior será a probabilidade de que o espaço disponível para humanos com habilidades únicas diminua.”
Portanto, que isso possa servir de lição para vocês, atuais e futuros estudantes universitários. Escolham uma carreira cuja área de atuação não seja facilmente ocupada por robôs. Ela pode ser a única maneira de permanecer competitivo no século 22.
ED BLOG/ FONTE; YAHOO

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