terça-feira, 31 de maio de 2016

Depilação definitiva em casa: os prós e contras dos depiladores portáteis

nbsp;   (Foto: Getty Images)

Por Thaís Sabino @thaissabino
Aparelhos portáteis de fotodepilação já são uma tendência forte nos Estados Unidos e o número de produtos cresce cada vez mais no mercado brasileiro. Os aparelhos têm preços entre R$ 1 mil e R$ 3 mil e prometem colocar fim aos pelos após uma série de aplicações. Entre os mais famosos, estão o Philips Lumea, o Silk'n Sensepil, Silk'n Pro, I-Light Remington e o Basall Pilator. Embora eles funcionem da mesma forma que as máquinas disponíveis em clínicas de estética, a intensidade da luz pulsada é menor, segundo a dermatologista do Departamento de Laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Valeria Campos.  
“Os equipamentos só devem ser usados como manutenção, pois como a energia é mais baixa, provocam apenas o afinamento dos pelos. Quanto mais fino forem os pelos, mais difícil de removê-los”, explicou Valeria. A dermatologista já atendeu pacientes que ficaram com pelos mais claros e finos no rosto após fazerem fotodepilação em casa, e a procuraram para tirá-los em caráter definitivo. No entanto, não foi possível por conta da espessura dos fios. Segundo a especialista, os aparelhos são ótimos coadjuvantes para pontencializar e manter resultados de um procedimento feito em clínica médica.
Foi o que Camila Negretti fez: após terminar as sessões de depilação a laser em uma clínica de estética, ela comprou um aparelho portátil para fazer a manutenção anual em casa. “Depois do tratamento, os pelos não cresceram mais e onde ainda ficou alguma coisa, são bem fracos. Com a luz pulsátil, eles saem, não desaparecem, mas demoram mais para crescer”, afirmou Camila. Ao fazer a aquisição do aparelho, o vendedor fez uma demonstração do uso e recomendações, as quais ela segue e nunca teve problemas com o uso do depilador.
Os riscos do manuseio em casa, porém, são vários, segundo a esteticista do SindEstética, Daniela Lopez. É importante checar se o aparelho tem registro na ANVISA, ou da FDA no caso de produtos comprados nos Estados Unidos, e se vêm com instruções claras para o uso livre, recomendou. A falta de segurança dos fotodepiladores e o uso incorreto podem causar queimaduras e lesões oculares, quando a pessoa não utiliza óculos de proteção, acrescentou Valeria.
Entre as recomendações da dermatologista, estão:
- Sempre usar óculos de proteção
- Nunca apontar o aparelho em direção aos olhos, pois sem proteção pode causar cegueira
- Não fazer o tratamento além do protocolo padronizado pela empresa, pois o excesso pode causar queimaduras e cicatrizes
- Ler o manual e, se possível, levar o equipamento para o dermatologista fazer a orientação de uso e até realizar a primeira sessão
- Não aplicar o aparelho na pele bronzeada
- Não aplicar o aparelho em pelos compridos, para evitar queimaduras
- Respeitar o número de sessões e intervalos estipulados no manual do aparelho
O preço de uma sessão de fotodepilação em clínicas é de, em média, R$ 60, e de depilação a laser, de R$ 150. Na opinião de Valeria, o custo de aparelhos domésticos acaba saindo mais caro do que um tratamento em consultório médico. “Os equipamentos portáteis têm sua potência reduzida e o resultado é limitado, enquanto a remoção de pelos a laser feita em um consultório dermatológico, quando bem indicada e bem feita, pode ser definitiva”, concluiu. 
ED NOTÍCIAS BLOG/FONTE;YAHOO 
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