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domingo, 20 de agosto de 2017

Triponofobia ou Tripofobia – Você tem e nunca soube!

      reprodução superinteressantes.com.br

Tripofobia ou Triponofobia remonta a nossa história, por se tratar de uma Fobia (medo) de nossos ancestrais que temiam formas conhecidas como Lótus 



Segundo a WikiPedia, Triponofobia ou Tripofobia (em grego: τρύπα trýpa “buraco”, e φόβος phóbos “medo”) é um termo que foi criado em 2005. Essa doença ou condição não é reconhecida no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria ou da literatura científica, mas milhares de pessoas afirmam que possuem um medo patológico, aversão ou repugnância de objetos com padrões irregulares de furos, tais como colmeias, formigueiros e sementes de lótus.
A pesquisa é recente e limitada a Arnold Wilkins e Geoff Cole , que alegam serem os primeiros a investigar cientificamente, e acreditam que a repulsa não é baseada em um medo influenciado por fatores culturais. Wilkins e Cole sugerem que a aversão tenha origem de ancestrais, pois as imagens se assemelham a vermes que geram inflamações ao penetrar no corpo da pessoa, sendo uma forma evolutiva para se adaptar a algo que possa causar doenças. Dessa forma, não se assuste se você acaba de descobrir uma fobia desconhecida que você possui. A Maioria das pessoas a possui justamente como herança ancestral. 

ED NOTÍCIAS BLOG\FONTE;SUPERINTERESSANTES.COM.BR

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Dormir menos deixa pessoas menos atraentes, indica pesquisa

    Perder horas de sono leva indivíduos a terem aparência menos saudável (Foto: Milanmarkovic/Getty Images)

Um experimento mostrou que a expressão do "sono da beleza" realmente faz sentido. Pessoas com menos horas de sono pareciam menos atraentes para estranhos, segundo um estudo publicado no Royal Society of Open Science.
Apenas duas noites mal dormidas já eram o suficiente para tornar a pessoa "significativamente mais feia", diz a pesquisa. Indivíduos com olhos inchados e olheiras de cansaço foram notados como menos saudáveis e, inclusive, menos socializáveis.

O experimento

Pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, convocaram 25 estudantes universitários, homens e mulheres, para o experimento do sono. Eles pediram que os voluntários tentassem dormir bem nas duas primeiras noites e, uma semana depois, que dormissem apenas quatro horas pelas duas noites seguintes. Os estudantes receberam um equipamento para medir seus movimentos noturnos para, assim, ter certeza de que eles estavam cumprindo as recomendações.
Após as noites mal e bem dormidas, foram tiradas fotos dos voluntários sem maquiagem. Em seguida, pediram a 122 estranhos - homens e mulheres que vivem em Estocolmo, capital da Suécia - para dar notas por atratividade, aparência de sonolência e de saúde e até confiabilidade. Depois ainda perguntaram: "O quanto você gostaria de socializar com esta pessoa da foto?".
Em geral, os estranhos conseguiram notar se a pessoa estava cansada e, nos casos em que parecia sonolenta, a nota de atratividade era menor. Os que avaliaram as fotos também se mostraram menos interessados em socializar com os estudantes cansados, que também foram percebidos como menos saudáveis.
Os autores do experimento dizem que isto faz sentido em termos evolutivos. "Um rosto com aparência pouco saudável, seja pela falta de sono ou por outro fator, pode ativar mecanismos de defesa em outros indivíduos que o corpo normalmente ativa para se evitar doenças". 
    Universitários fizeram experimento em que tiveram que dormir menos do que o ideal (Foto: Divulgação) 

m outras palavras, as pessoas não querem passar tempo com aqueles que parecem doentes, enquanto que alguém que tem aparência enérgica e em forma vai despertar mais interesse.
"Não quero deixar as pessoas preocupadas e fazer com que elas percam noites de sono por causa desses resultados", comentou autora principal do experimento, Tina Sundelin, do departamento de Neurociência Clínica do instituto. "Muitas pessoas lidam bem se perdem algumas horas de sono algumas vezes".
O professor de psicologia evolutiva da Universidade de Liverpool (Reino Unido), Gayle Brewer, que não participou do estudo, concorda com os resultados.
"O julgamento da atratividade de alguém é algo inconsciente, mas todos nós fazemos isto, e somos capazes de notar sinais mínimos de se a pessoa parece cansada ou pouco saudável", afirma Brewer.
"Queremos que nossos parceiros sejam atraentes e enérgicos. Este estudo é um bom lembrete de como o sono é importante para nós", acrescenta. 

ED NOTÍCIAS BLOG\FONTE;G1 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Criança é internada em hospital do Recife com infestação de larvas de mosca na cabeça

    Com ferimentos na cabeça, criança foi internada no Hospital Maria Lucinda, no Recife (Foto: Anderson Araújo/Conselho Tutelar)

Uma menina de 5 anos está internada no Hospital Maria Lucinda, no bairro do Parnamirim, na Zona Norte do Recife, por causa de uma infestação de larvas de moscas na cabeça. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Conselho Tutelar, que fez a denúncia de suspeita de maus-tratos às autoridades.
De acordo com o conselheiro tutelar Anderson Araújo, responsável pelo caso, a menina vem sofrendo há meses e tudo começou com a proliferação de piolhos. “De tanto coçar a cabeça por causa dos piolhos, ela fez umas feridas. As moscas aproveitaram a ferida para depositarem seus ovos”, explicou Araújo.
Segundo o Conselho Tutelar de Olinda, a denúncia foi feita pelo próprio hospital, que se chocou com a situação da criança. “Fomos chamados na quinta-feira [6] para verificar o estado da menina e saber com quem ela estava no hospital. Foi a avó materna que percebeu as larvas e a levou imediatamente para o hospital”, apontou Araújo ao G1 nesta segunda-feira (10). 
A menina morava com os pais em Águas Compridas, Olinda, Grande Recife. Questionados sobre a infestação pelos conselheiros tutelares, pai e mãe disseram que a criança fazia tudo sozinha, se arrumava e comia sem a ajuda de ninguém e reclamava se mexessem em seu cabeça. Por isso, as larvas teriam passado despercebidas.
“O que me surpreendeu é que eles não moram num lugar de extrema pobreza. Geralmente, em casos assim, a família vive uma situação de extrema pobreza. Porém, eles não. É uma casa humilde, mas limpa e organizada. Ali é um caso de negligência de um tamanho que não tem justificativa. Aquilo não é de um dia para o outro e sim meses”, pontuou Anderson. 
Na sexta-feira (7) o Conselho Tutelar procurou a delegacia de Peixinhos, em Olinda, onde prestou queixa. A instituição ainda encaminhou um relatório para o Ministério Público de Pernambuco pedindo a destituição do poder familiar, ou seja, um pedido para tirar a guarda dos pais.
“Eles têm mais dois filhos mais novos, um de 2 e outra de 3 anos. A de 3 anos estava com lêndea na cabeça, mas já está sendo tratada”, contou o conselheiro. Ao ser liberada pelo hospital, a menina ficará com a tia ou a avó materna até que a Justiça decida seu destino.
Por telefone, a assessoria de imprensa do Hospital Maria Lucinda informou que a criança está bem e em observação. Entretanto, respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente, a equipe médica não pode divulgar mais detalhes do seu estado de saúde e procedimentos.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente de Paulista, no Grande Recife, que é responsável também pela área de Olinda. 
ED NOTÍCIAS BLOG\FONTE;G1

Crianças que brincam com celulares e tablets dormem menos

     foto:(tv globo\reprodução)


Crianças que passam horas brincando com smartphones e tablets dormem menos que os que não interagem com tecnologia.
Estudo publicado na Scientific Reports, site da revista científica Nature, indica que cada hora que crianças pequenas entre seis meses e três anos passam usando aparelhos eletrônicos com tela de toque pode estar relacionada a 15 minutos a menos de sono.
Ao mesmo tempo, a pesquisa também revelou que brincar com esse tipo de tecnologia ajuda a desenvolver habilidades motoras mais rapidamente.
Especialistas afirmam que o estudo é "oportuno", mas que não há razões para que pais se preocupem com os achados da pesquisa.
Apesar da proliferação de telas de toque nos domicílios, ainda falta compreender o real impacto desses aparelhos no desenvolvimento da primeira infância.
O estudo foi conduzido pela Birkbeck, que faz parte da Universidade de Londres, com 715 pais de crianças com até três anos de idade. Perguntou-se a frequência com a qual os bebês brincavam com smartphones e tablets e também detalhes do padrão de sono das crianças.
Concluiu-se que 75% das crianças usavam aparelhos do tipo diariamente; essa porcentagem era de 51% entre crianças de seis e 11 meses, e de 97% entre crianças de 25 e 36 meses de idade.
As crianças que brincam com os aparelhos dormem menos à noite e mais durante o dia. E, de um modo geral, contabilizam 15 minutos a menos de sono para cada hora que passam brincando com esses eletrônicos.
Tim Smith, um dos pesquisadores que participou do estudo, afirma que o tempo de sono perdido não é muito quando se dorme um total de 10, 12 horas por dia. "Mas cada minuto importa no desenvolvimento infantil por causa dos benefícios do sono", afirma.
As conclusões do estudo não são definitivas, mas Smith diz que a pesquisa indica que telas de toque podem estar associadas a problemas do sono.
Por outro lado, a pesquisa também mostrou que crianças que usam ativamente as telas de toque (arrastando elementos, em vez de apenas assistir a imagens) aceleraram o desenvolvimento de habilidades motoras.

Crianças devem ou não brincar com telas de toque?

Mas afinal, crianças devem, ou não brincar com aparelhos eletrônicos interativos?
"É muito complicado responder isso agora. A ciência ainda está imatura, estamos realmente atrasados em relação à tecnologia e é muito cedo para fazer afirmações definitivas", diz Smith.
Para ele, no momento, a melhor aposta é seguir as mesmas regras usadas para estabelecer o tempo que as crianças passam em frente à televisão. Isso significa que os pais devem impor limites para o uso de aparelhos com telas de toque, assegurando que o conteúdo seja adequado à idade e evitando que o uso seja feito antes da hora de dormir.
Também é preciso estimular que as crianças façam atividades físicas, na avaliação do especialista.
"Como é o primeiro estudo a investigar as associações entre o sono e o uso de telas de toque na infância, trata-se de uma pesquisa oportuna", afirma Anna Joyce, pesquisadora de desenvolvimento cognitivo da Universidade de Coventry, na Inglaterra.
"Com base nesses achados e no que sabemos por meio de outros estudos, talvez valha a pena limitar o uso de telas de toque ou o uso de outros aparelhos eletrônicos nas horas anteriores ao momento que a criança vai para a cama dormir", completa Joyce.
Para a pesquisadora, "até que se saiba como as telas de toque afetam o sono, esses aparelhos não deveriam ser banidos por completo".

O professor Kevin McConway, da Open University, prefere encarar os resultados dessa pesquisa com desconfiança. "Eu não perderia o sono por conta desses resultados se eu ainda tivesse bebês. As crianças dessa pesquisa usavam telas de toque por 25 minutos por dia e por isso dormiriam seis minutos a menos", avalia. 
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terça-feira, 28 de março de 2017

Coração partido tem mais chances de sofrer infarto

     Pixabay

O dia seguinte à perda de um ente querido, uma forte emoção ou acontecimento que cause profunda tristeza é perigoso para o coração: as chances de infarto são 21 vezes mais altas. O risco diminui ao longo dos dias, mas ainda permanece seis vezes acima do normal na semana seguinte ao ocorrido, e pode durar até 30 dias. A condição é conhecida como Doença de Takotsubo, ou Síndrome do Coração Partido, que é o enfraquecimento muscular do coração e pode causar insuficiência cardíaca.
A síndrome foi identificada pela primeira vez no Japão, nos anos 1990, e costuma atingir mulheres na faixa dos 50 anos, principalmente após a menopausa, de acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro. Pesquisas divulgadas pela American Heart Association mostram que apenas 10% dos casos são de pacientes do sexo masculino e que em 85% das vezes a síndrome tem início após um momento de alto estresse emocional ou físico.
Briga de casal e dissolução de relacionamento estão na lista das causas do problema. O amor por alguém atua no sistema de recompensa e motivação do cérebro, promovendo a elevação de dopamina, a molécula da felicidade, no organismo quando se está com essa pessoa, segundo estudo feito pelo Departamento de Antropologia da Rutgers University, em New Jersey, nos Estados Unidos. A rejeição e perda dessa pessoa provoca no cérebro a mesma reação que a dor física tem, de acordo com a Universidade de Michigan, nos EUA.
Casos em que a mulher morre pouco tempo depois de perder o parceiro podem estar relacionados à Síndrome do Coração Partido, descobriu uma pesquisa divulgada no Journal of Health Economics. A doença de Takotsubo é considerada rara, no entanto muitas vezes é subdiagnosticada, de acordo com um levantamento feito pela Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro.
A disfunção do ventrículo esquerdo é confundida com o infarto, já que apresenta sintomas parecidos, tais como dor no peito e falta de ar. No infarto, porém, há a obstrução das artérias, enquanto na Síndrome do Coração Partido não. Os tratamentos são completamente diferentes.
Tratamento
Ecocardiograma e ressonância magnética são exames essenciais para detectar a Síndrome do Coração Partido. Segundo orientalções da American Heart Society, o paciente deve permanecer em observação nas primeiras 24 horas, os sinais vitais precisam ser monitorados e exames de sangue são importantes para checar a quantidade de troponina, uma proteína liberada pelo músculo cardíaco lesionado.
Medicamentos que promovam a recuperação do músculo do coração podem ser usados no tratamento do paciente. Com diagnóstico em tempo e aplicação das medidas necessárias, a síndrome é reversível e a recuperação é geralmente rápida e completa, segundo a American Heart Society. A maioria dos pacientes voltam a apresentar contração normal do coração em até sete dias.
Por Thaís Sabino. (@thaissabino)  
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Entenda por que você não deve segurar a urina por muito tempo

     Foto: MaxPixel

Se você é do tipo que segura a vontade de fazer xixi para terminar uma conversa, concluir uma tarefa, ver o finalzinho daquele filme ou simplesmente por preguiça de levantar e ir até o banheiro, é melhor repensar essa atitude. É certo que os efeitos mais graves acontecem somente quando essa “segurada” acontece repetitivamente e por longo tempo, mas entre as consequências estão o aumento de chances de infecções e a impossibilidade de esvaziar a bexiga totalmente.
Adultos conseguem comportar 500 ml de urina até sentirem a necessidade de ir ao banheiro. Receptores controlam a capacidade da bexiga e quando o limite é atingido eles enviam uma mensagem ao cérebro que provoca a vontade de urinar. Quando você decide segurar, a saída da bexiga se contrai para não deixar a urina chegar à uretra. A consequência a curto prazo, é você terminar com as calças molhadas.
O resultado a longo prazo implica no enfraquecimento do músculo da bexiga e impossibilidade de conter a necessidade de fazer xixi ou de eliminar 100% da urina. No segundo caso, a sua bexiga se torna um ambiente perfeito para a proliferação de bactérias e, consequentemente, infecções. Segundo a Associação Mineira dos Centros de Nefrologia (Amicen), os sintomas da infecção urinária são incômodos, incluem urina turva, vontade constante de urinar, dores no abdome ou costas e ardor ao urinar. Eles, porém, são tratáveis e desaparecem cerca de 48 horas após o início do tratamento, caso a infecção não tenha afetado os rins.
Ao mesmo em que as mulheres são “melhores” em segurar a vontade de urinar, elas também têm 50 vezes mais chances de sofrer infecções do que os homens. Segundo o Ministério da Saúde, 30% da população feminina apresenta infecção urinária ao longo da vida. O ideal é esvaziar a bexiga pelo menos a cada quatro horas, de acordo com a fisioterapeuta Marcelle Pinheiro. É claro que segurar o xixi não é a única causa do problema, a lista inclui: anatomia, menopausa, relações sexuais, higiene pessoal e uso de fraldas.
Complicações e tratamento
A infecção urinária deve ser tratada com acompanhamento médico e uso de antibióticos. Sintomas como dor nos flancos e costas, calafrios e febre podem indicar o avanço da infeção para os rins. O risco de infecção do sangue, porém, é mais alto em crianças e idosos. A melhor forma de combater o problema é a prevenção e hábitos saudáveis. Higiene, ir ao banheiro sempre que sentir necessidade e urinar antes e após relações sexuais estão entre os principais cuidados, de acordo com a Amicen. 
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domingo, 19 de março de 2017

Tribo indígena boliviana tem as artérias mais saudáveis do mundo

    Un estetoscópio junto a vários medicamentos

Os chimanes da Bolívia, um grupo indígena amazônico, têm as artérias mais saudáveis do mundo, devido à sua alimentação pobre em gorduras e a uma atividade física intensa, segundo um estudo divulgado na sexta-feira.
Estes indígenas "têm os níveis mais baixos já detectados" de enrijecimento das artérias (aterosclerose), segundo o estudo publicado pela revista médica britânica The Lancet.
A aterosclerose é uma degeneração das artérias que se manifesta pela formação de placas que podem desacelerar ou obstruir o fluxo sanguíneo, e que provoca doenças coronárias e infartos.
Os membros desta comunidade indígena, integrada por cerca de 6.000 pessoas, têm cinco vezes menos chances de desenvolver aterosclerose do que os americanos.
Entre 2014 e 2015, os pesquisadores realizaram tomografias computadorizas em 705 chimanes adultos com entre 40 e 94 anos, que viviam em 85 aldeias da Amazônia.
Com base nos resultados, concluíram que quase nove em cada 10 pessoas desta tribo (85%) não tinham nenhum risco de doença cardíaca, 13% tinham um risco baixo e apenas 3% tinham um risco moderado ou alto.
Em comparação, cerca de metade dos americanos com entre 45 a 84 anos têm um risco moderado ou alto de doença cardíaca.
O estudo revelou que a pressão sanguínea, o pulso cardíaco e os níveis de colesterol e açúcar no sangue dos chimanes também eram baixos, e relacionaram estes fatores com o estilo de vida destes indígenas - sem poder estabelecer cientificamente uma relação direta de causa e efeito.
"Uma dieta pobre em gorduras saturadas e rica em carboidratos não processados, peixes e animais selvagens, junto aos fatos de não fumar e de fazer exercício físico, podem ajudar a prevenir a aterosclerose", disse o coautor do estudo, o professor Hillard Kaplan, da Universidade do Novo México, nos Estados Unidos.
Embora o estilo de vida dos chimanes seja muito diferente do da sociedade industrializada, "alguns elementos são transferíveis", aponta o estudo.
Os chimanes se alimentam sobretudo à base de carboidratos ricos em fibras, como arroz, iúca, frutas e milho.
E enquanto nos países industrializados a população passa mais da metade das suas horas acordada em modo sedentário, no caso dos chimanes essa taxa é de apenas 10%.
Sua vida de subsistência, que inclui caçar, pescar e se dedicar à pecuária, faz com que eles passem entre seis e sete horas diárias fisicamente ativos no caso dos homens, e entre quatro e seis horas no caso das mulheres.
No entanto, a expectativa de vida dos chimanes é de 70 anos, em comparação com a média de 80 anos nos países industrializados, e 20% dos recém-nascidos da tribo morrem antes de completar um ano.
Tim Chico, cardiologista da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, alertou que é importante não "idealizar" a saúde dos chimanes, que sofrem com frequência de doenças infecciosas e problemas intestinais. 
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sexta-feira, 3 de março de 2017

Terapia genética alivia sintomas de anemia falciforme

     (Arquivo) Cientistas usaram pela primeira vez terapia genética para aliviar os sintomas de um adolescente que sofre de anemia falciforme, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira


Cientistas usaram pela primeira vez terapia genética para aliviar os sintomas de um adolescente que sofre de anemia falciforme, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira.
A anemia falciforme é uma doença hereditária causada por uma mutação genética que faz com que os glóbulos vermelhos fiquem em formato de foice.
Os doentes - cerca de cinco milhões no mundo - apresentam anemia com frequência e se cansam facilmente, correm um maior risco de infecções e derrames, e têm crises de dor. Muitos necessitam de transfusões de sangue crônicas.
Uma equipe do grupo de hospitais universitários AP-HP em Paris, do Imagine Institute of Genetic Diseases e da empresa de terapia genética Bluebird Bio disse que conseguiu fazer com que um adolescente não precisasse mais das transfusões, após um tratamento realizado em Paris em outubro de 2014.
O menino foi a primeira pessoa a ser tratada para a anemia falciforme em um ensaio clínico com terapia genética. Outros pacientes foram testados desde então, mas nenhum resultado oficial foi publicado.
A equipe coletou as chamadas células-tronco hematopoiéticas, que dão origem aos glóbulos vermelhos, a partir da medula óssea do jovem, então com 13 anos.
As células imaturas foram tratadas com um gene terapêutico, transportado num vírus desativado, que recodificou o seu DNA para corrigir a produção de células sanguíneas. As células tratadas foram então reinjetadas no corpo do menino.
O estudo publicado nesta quinta-feira na revista científica New England Journal of Medicine relatou que a saúde do paciente estava boa 15 meses após o tratamento.
"Ele está bem, não precisa mais de transfusões mensais, medicação para a dor ou hospitalização", disse a líder do estudo, Marina Cavazzana, à AFP.  
ED NOTÍCIAS BLOG\FONTE;YAHOO 

quarta-feira, 1 de março de 2017

Gases? Como identificar se eles são consequência da intolerância à lactose?

A alimentação e o estilo de vida podem causar incômodos estomacais 
                    Os arrotos, os ruídos estomacais, o inchaço abdominal e os gases podem ser causados por outras coisas diferentes do leite. (Foto: Getty) 


Muitas pessoas vão ao médico por causa de problemas digestivos como dor abdominal, gases intestinais, distensão abdominal ou flatulências. Com frequência acreditamos que estes incômodos estão relacionados à ingestão de laticínios e, de forma voluntária, acabamos eliminando-os da dieta, sem pensar nas possíveis consequências.
No entanto, segundo os dados da Sociedade Espanhola de Patologia Digestiva (SEPD), cerca de 30% da população espanhola sofre desta condição.
“Trata-se de um conjunto de alimentos que, por suas características nutricionais, são os mais básicos, equilibrados e completos em composição de nutrientes, oferecem proteínas de alto valor biológico, gorduras, lactose, minerais e vitaminas lipossolúveis. Eles constituem uma ótima fonte de cálcio e de vitamina D, necessários para um correto metabolismo ósseo, em diferentes etapas da vida,” explica o Dr. Francesc Casellas Jordá.
Embora diarreia, dor abdominal, flatulência, distensão abdominal e inchaço sejam sintomas que podem surgir devido à fermentação bacteriana da lactose não digerida no cólon, esta sintomatologia não é exclusiva da intolerância à lactose. Em muitos casos é difícil chegar a um diagnóstico preciso e o problema passa despercebido. 
    Se a dor e os incômodos são frequentes, é preciso consultar um especialista o quanto antes. (Foto: Rex) 

Os especialistas insistem que não devemos ficar obcecados e acreditar que tudo que acontece em nosso corpo é culpa dos laticínios. Eles destacam, inclusive, o papel protetor do leite, pois os benefícios da vitamina D vão além da saúde óssea, “já que é um imunonutriente que participa de muitos processos metabólicos e imunológicos de nosso organismo”.
O consumo de laticínios também tem efeitos benéficos na regulação da pressão arterial, no controle do peso, e na prevenção da obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2, síndrome metabólica e alguns tipos de câncer. Por tudo isso, alguns especialistas afirmam que parar de consumir laticínios de forma não controlada pode trazer riscos para a saúde. 
       Antes de eliminar qualquer alimento da sua dieta, consulte um médico para fazer os exames apropriados. (Foto: Getty Images)  

Antes de tomar uma decisão precipitada, confira a seguir as recomendações da Fundação Espanhola do Aparelho Digestivo (FEAD), que também ressalta a importância de contar com o aconselhamento de profissionais e com um controle especializado.
Decálogo sobre a intolerância à lactose:
  1. O leite e os laticínios são alimentos básicos em nossa dieta.
  2. O leite contém gorduras, proteínas e açúcares, entre os quais a lactose é o mais importante.
  3. O intestino tem a capacidade de absorver a lactose graças a uma enzima chamada lactase.
  4. A partir da infância, é comum que ocorra uma redução da capacidade de digerir a lactose devido a um mecanismo genético preestabelecido.
  5. Quando a lactose não é digerida e absorvida de forma adequada, esta má absorção se manifesta através dos sintomas da intolerância à lactose.
  6. Os sintomas de intolerância à lactose costumam estar relacionados à ingestão de laticínios, embora muitos fatores influenciem seu grau de severidade.
  7. A intolerância à lactose se manifesta com sintomas como a diarreia, borborigmos, distensão abdominal, etc.
  8. Não existe uma relação direta entre a severidade da má absorção da lactose e a intensidade dos sintomas.
  9. A grande diversidade de sintomas da intolerância torna necessário fazer exames objetivos que avaliem a capacidade de absorção da lactose.
  10. As pessoas com intolerância à lactose podem adaptar sua dieta à quantidade de lactose que conseguem digerir, e contam com a ajuda dos laticínios dos quais a lactose foi extraída.   

    Saber o que você come e fazer anotações sobre a forma como você se sente quando ingere cada alimento, pode dar pistas sobre o tipo de alimentação que lhe faz bem. 


Para sanar as dúvidas é preciso comprovar a existência de outros tipos de sintomas menos comuns, como as náuseas ou a prisão de ventre, e de uma série de sintomas sistêmicos que ainda não foram bem definidos, como a cefaleia e as dores musculares e articulares. Estes dependem da quantidade de lactose ingerida e do grau de má absorção da mesma.
Entre os exames que podem ser feitos destacam-se os exames genéticos, a biopsia intestinal, o Quick test, o teste respiratório do hidrogênio expirado e o teste de tolerância à lactose.
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